Uma Semana na Madeira: Roteiro Dia a Dia e Onde Ficar
Uma semana na Madeira é tempo suficiente para provar o essencial desta ilha — das levadas às praias de calhau, dos picos envoltos em nuvens às noites animadas do Funchal. Mas sem um plano, é fácil perder dias à toa entre deslocações e decisões de última hora. Este roteiro resolve isso: sete dias estruturados, com sugestões concretas de onde ir, como chegar e onde dormir para ter tudo à mão.
Antes de Partir: Quando Ir e o Que Esperar
A Madeira é um destino para o ano inteiro, mas há diferenças importantes entre épocas. Abril e maio são ideais — a ilha está coberta de flores (o Festival da Flor acontece habitualmente em maio), as temperaturas rondam os 20–23 °C e há menos turistas do que no verão. Julho e agosto são os meses mais movimentados e quentes, com preços de alojamento 30 a 50% mais elevados. O inverno (novembro a fevereiro) é chuvoso nas zonas altas, mas o Funchal mantém-se ameno e é perfeito para caminhadas sem multidões.
Voos diretos de Lisboa demoram cerca de 1h45. De Porto, Faro ou de outras cidades europeias há também ligações regulares. Ao chegar, o mais prático é alugar carro — os transportes públicos existem mas são lentos para explorar a ilha ao teu ritmo. Planeia gastar entre 30 a 60 € por dia num carro de categoria média. Se precisas de inspiração antes de reservar, consulta o nosso guia de Férias na Madeira.
Roteiro Dia a Dia: Uma Semana na Madeira
Dia 1 — Chegada e Funchal
Começa pelo Funchal, a capital, no sul da ilha. Fica no Mercado dos Lavradores (zona velha, a pé do centro), onde encontras flores tropicais, fruta-pão e poncha para provar. À tarde, sobe de teleférico ao Monte — o bilhete custa cerca de 15–18 € — e desce de carro de cesto pelos 2 km de calçada portuguesa, uma experiência única. À noite, jantar na Zona Velha, onde o peixe espada com banana sai a cerca de 12–16 €.
Dia 2 — Levada das 25 Fontes e Risco
Uma das levadas mais populares da ilha fica na Floresta Laurissilva de Rabacal, no concelho da Calheta, a cerca de 50 km a noroeste do Funchal (45–55 minutos de carro pela Via Rápida). Estaciona no Paul da Serra ou apanha a carrinha-shuttle no início do trilho (cerca de 3 € por pessoa). O percurso completo até à cascata das 25 Fontes e à Levada do Risco são uns 8 km de ida e volta, com desnível suave. Leva impermeável — é uma floresta húmida mesmo no verão.
Dia 3 — Costa Norte: São Vicente e Porto Moniz
A costa norte é radicalmente diferente do sul: mais selvagem, com falésias abruptas e aldeias tranquilas. Sai cedo do Funchal e segue pela VR1 e VR4 até São Vicente (concelho de São Vicente, 45 km, cerca de 40 minutos). Visita as grutas vulcânicas — entrada cerca de 8–10 €. Depois segue mais 20 km até Porto Moniz (concelho de Porto Moniz), famoso pelas piscinas naturais de lava. Entrada nas piscinas municipais: cerca de 2–3 €. Almoça ali mesmo com vista para o Atlântico.
Dia 4 — Pico do Areeiro e Pico Ruivo
O Pico do Areeiro (1 818 m) fica no concelho de Santana, a cerca de 30 km a norte do Funchal (35–40 minutos de carro). A estrada chega mesmo ao cume — há estacionamento gratuito. Daqui parte o trilho para o Pico Ruivo (1 862 m, o ponto mais alto da ilha), uns 7 km de caminhada de altitude com passagens por túneis e vistas sobre as nuvens. Vai agasalhado: no topo faz sempre vento e pode estar entre 5 e 12 °C mesmo em julho. Reserva com antecedência um tour guiado aos picos se preferires não ir sozinho.
Dia 5 — Santana e a Costa Nordeste
Ainda no concelho de Santana, visita as famosas casas típicas triangulares no centro da vila (entrada gratuita no exterior). Segue para o Parque Temático da Madeira — útil se viajares com crianças — e continua pela costa nordeste até à Ponta de São Lourenço, no concelho de Machico, a ponta mais oriental da ilha. O trilho de 8 km (ida e volta) pelas falésias vermelhas e o mar azul-turquesa é dos mais espetaculares da ilha. Chega cedo: o estacionamento esgota antes das 10h nos meses altos.
Dia 6 — Praias do Sul: Calheta e Câmara de Lobos
A Praia da Calheta, no concelho da Calheta (a 45 km a oeste do Funchal, uns 40 minutos), é uma das poucas praias de areia da ilha — a areia é importada, mas a água é calma e ideal para famílias. Na volta, para em Câmara de Lobos (concelho de Câmara de Lobos, a apenas 9 km do Funchal), a pequena vila de pescadores que inspirou Churchill. Experimenta a poncha original e vê o por do sol sobre os barcos coloridos.
Dia 7 — Descanso e Mercado
Reserva o último dia para o que ficou por fazer no Funchal: o Jardim Botânico (entrada cerca de 6–8 €, no Monte, acesso de carro ou teleférico), um passeio de tuk-tuk pelos becos da zona antiga, ou simplesmente um mergulho nas piscinas naturais do Lido, no concelho do Funchal. Aproveita para comprar bordados, licor de maracujá e bolo de mel para trazer de lembrança.
Onde Ficar na Madeira: as Melhores Zonas Base
A escolha do alojamento pode fazer ou desfazer as tuas férias, especialmente numa ilha com tanto para explorar. Aqui vão as quatro zonas que recomendamos:
- Funchal (zona velha e Lido): A melhor base para quem quer combinar cultura, restaurantes e acesso rápido a toda a ilha. Preços: 70–150 € por noite num hotel 3–4 estrelas. Ideal para casais e viajantes independentes.
- Calheta: Zona tranquila no oeste, perfeita para famílias. Hotéis resort com piscina, mais sossego, praias acessíveis. Preços: 90–180 € por noite. A distância ao Funchal (45 min) é compensada pela qualidade de vida.
- Ribeira Brava: Uma alternativa mais económica no sul, a meio caminho entre o Funchal e o oeste. Bom para quem prefere aldeias a resorts. Preços: 50–90 € por noite em casas de turismo rural.
- Santana: Para os amantes de natureza e caminhadas. No norte da ilha, mais fresco e tranquilo. Quintas e casas rurais a 40–80 € por noite. Menos opções de restauração, mas uma paz difícil de encontrar noutros lados.
Para comparar preços e disponibilidade em todas estas zonas, podes pesquisar alojamentos na Madeira no Booking.com ou usar o comparador de hotéis Hotellook para encontrar as melhores ofertas para as tuas datas.
Se gostas de ter piscina privada e mais espaço, o nosso guia de casas com piscina para férias tem opções que valem a pena ver.
Perguntas Frequentes
Quando é a melhor altura para ir uma semana à Madeira?
Abril, maio e outubro são os meses mais equilibrados: bom tempo, preços razoáveis e menos lotação. Julho e agosto têm garantia de sol mas são mais caros e movimentados. O inverno é surpreendentemente agradável no Funchal, embora as zonas altas possam estar com nevoeiro e chuva.
Quanto custa uma semana na Madeira para dois?
Com alojamento de categoria média (80–120 €/noite), carro alugado (35–50 €/dia), refeições variadas e entradas em atrações, planeia um orçamento de 1 400 a 2 200 € para dois adultos, tudo incluído. É possível fazer mais barato com alojamentos rurais e cozinhando parte das refeições.
É preciso carro para fazer este roteiro na Madeira?
Para seguires este roteiro dia a dia com conforto, sim — o carro é praticamente indispensável. Os autocarros da Horários do Funchal cobrem muitas localidades, mas com frequências baixas e tempos de viagem longos. Se não quiseres conduzir, há tours organizados que cobrem os principais pontos de interesse a partir do Funchal.
A Madeira é boa para férias em família com crianças?
Sim, especialmente se ficares na zona de Calheta (praia de areia, piscinas de resort) e programares dias mais calmos. As levadas mais fáceis, o Parque Temático de Santana e as piscinas naturais de Porto Moniz são atividades que as crianças adoram. Consulta o nosso guia de férias com crianças em Portugal para mais ideias.
As nossas sugestões em Madeira
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